sábado, 14 de julho de 2012



Quando as coisas que vc fez no passado lhe envergonham por dentro o que se faz nessas horas, e não sei bem o que faço errei muitas vezes por motivos que eu ainda não faço idéia fiz isso com bons amigos com pessoas que acreditavam em min e não seu direito o que fazer. Hoje vejo eles achando graça do fiz no passado mais eu não tenho o mesmo pensamento que eles se eu podesse voltar apagaria todo aquilo...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Medo...


Tenho medo
Não sei de que mais tenho medo
Medo de esta só e não vir míngüem pra ficar junto comigo
Aprendi que o coletivo é bom e individualismo é ruim, mais e ai
Pessoas passam e não vêem que existe algo em comum entre-nos
A vida, o dia a dia, a família, o trabalho...
Medo de que uma hora dessa eu queira uma mão amiga
Só para apertar e sentir que não estou só
Existem muitos medos mais o que mais tenha medo e da solidão
De ser esquecido e um lugar qualquer sem amigos e sem amores
Sem ter ninguém com que eu possa chamar de companheiro ou companheira

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

HENFIL - CARTAS A MÃE

São Paulo, 26 de dezembro de 1979.
 
Mãe,
 
Aqui estou eu, em mais um Natal, fazendo desta carta meu sapato colocado na janela.
Eu fui bom este ano, mãe. Eu acho que fui muito bom. Eu fui solidário com todos os meus irmãos Betinhos. Fiz greve com todos os Lulas. Quebrei Belo Horizonte como todos os peões. Voltei pro país que me expulsou como todos os Juliões. Dei murro em ponta de faca como todos os Marighellas. Cantei as prostitutas, as mulheres de Atenas e joguei pedra na Geni como todos os Chicos Buarques. Aspirei cola como todos os pixotes. Fui negro, homossexual, fui mulher. Fui Herzog, Santo Dias e Lyda Monteiro.
Fui então muito bom este ano, mãe.
Aqui está minha carta sapato.
Vou fechar os olhos, vou dormir depressa.
Esperando que meia-noite todos entrem pela minha janela. Me façam chorar de alegria, que eu quero viver!
A bênção,
 
Henfil

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

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Comunista

Sou comunista.
Sou defensor sagaz da justiça,da massa oprimida e da sociedade.
Mesmo que me obriguem a mudar de idéia, sou comunista, até a morte.
Mesmo que coloquem o mundo contra mim.
Mesmo que usem todo o poder existente.
Mesmo que impeçam de divulgar a justiça.
Mesmo se forem cegos ao povo.
Mesmo se forem surdos ao povo.
Mesmo se atarem as mãos do povo.
Eu lutarei.E meu conhecimento e coragem serão a unicas armas de que precisarei.

E mesmo que me tirem tudo,não me tirarão a coragem e o conhecimento.

Quando sofrer lembrarei que Cuba ainda persiste.
Quando estiver em apuros, lembrarei que as ideias de Che não morreram com ele.
Quando estiver desanimado,lembrarei da Revolução Russa.
Quando estiver cansado,lembrarei que os mártires do povo lutaram até o fim.
Quando estiver injustiçado,lembrarei da glória que já alcançamos, como em Stalingrado ou no Vietnã.

Quando com medo, lembrarei que quando vencemos, vencemos comunistas, e quando perdemos, perdemos heróis.

Quando sozinho,lembrarei das inúmeras revoluções que ocorreram no mundo. Desde a Rússia, Albânia, até Angola, Cuba e Coreia.

E quando estiver com Deus,lembrarei que sou apenas comunista.

domingo, 13 de novembro de 2011

Cartas A Mãe...

São Paulo, 1º de setembro de 1978.
"Eu nunca soube amar. Eu nunca soube amar a cada um. Eu nunca soube amá-los como indivíduos. Eu nunca soube aceitá-los como feios, fracos e lentos. Tragam-me um doente e não chorarei com ele. Mas me mostrem um hospital e derramarei rios e mares. Eu não sei falar e ouvir um homem, uma mulher ou uma criança. Eu só sei fazer coletivo, massa, povo, conjunto. Sou capaz de ser herói, mas não sou capaz de ser enfermeiro. Sou capaz de ser grande, mas não sou capaz de ser pequeno. Eu nunca dei uma flor. Nunca amei uma pessoa. E tenho amor. Dou desenhos, dou textos, escrevo cartas. Sem contato manual, sem intimidade, sem entregar. Por que desenho, por que escrevo cartas? Minha arte é fruto da minha importância de viver com vocês. Um dia, vou rasgar o papel que escrevo, rasgar o bloco que desenho, rasgar até esse recado covarde e vou me melar e besuntar com vocês, tudo com meu grande beijo. Vocês vão me reconhecer fácil: vou ser o mais feliz de vocês. Henfil"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma escolha...



Todos nos temos duvidas é fato. Mais sempre sabemos o que e melhor pra nos, mas quando não estamos só como é… quando queremos dividir nossa vida com alguem, estar sozinho torna as coisas mais praticas, já um casal ate mesmo de namorados como fica as incertezas as escolhas que se vem no dia-a-dia.
Estar juntos nos traz muitas alegrias e é maravilhoso estar perto de quem nos queremos envelhecer e conversar sobre tudo, sobre o trabalho sobre o dia de cada um e tudo mais que existe. E fazer as escolhas que envolve os dois requer um grau de compreensão de ambas as partes do viver, de conhecer o outro, dos limites e aceitar suas consequências.
Eu vejo hoje tudo isso como novo pra min existem muitas duvidas minhas mas creio que só há um meio de tira-las e vivenciando a construção de um casal no dia-a-dia. Minhas ultimas tentativas pra min foram um fracasso e tenho que assumir as conseqüências de meus atos, foram pessoas maravilhosas com quem tive um relacionamento cada uma delas com qualidades inqüestionáveis, mas a falta de compreensão me fez errar e errar. ter que fazer a escolha vai muito alem do que se quer mais do que é preciso para uma vida, não quero permanecer no erro tenho que entender meus erros e acertos uma auto-critica de min e o que eu quero para o futuro...